sábado, 19 de setembro de 2009

MAMA ÁFRICA: pequena história de nossas raízes negras

Introdução
A África se acha dividida em duas partes pelo deserto do Saara: a África do norte, ocupada por povos muçulmanos desde o século VII; e a África subsaariana, que se estende ao sul do grande deserto.
O conhecimento da história dos povos que viveram na África subsaariana tem sido dificultado pela ausência de registros escritos. Fontes arqueológicas apontam entre o III e o II milênios antes de nossa era, praticava-se a agricultura de subsistência. Data dessa época a existência de um cultura chamada Nok. Estava situada no norte da atual Nigéria. Esta cultura desenvolveu a cerãmica, a metalurgia do ferro e a joalheria, destacando-se objetos em terracota.
Os Reino de Gana, Mali e Benin
Entre os séculos IX e X de nossa Era, surgiram na África Ocidental vários Estados. Nessa ocasião a influência islâmica já se fazia presença ao sul do Saara, por meio de guerras ou da exploração das rotas de comércio que ligavam a região subsaariana ao Mediterrâneo.
Podemos destacar três Estados. O reino de Gana desenvolveu onde hoje se encontram Mali e a Mauritânia. Era um Estado muito rico devido ao controle das rotas de comércio do ouro, com a África islâmica(do norte). O reino de Gana foi absorvido pelo reino de Mali, que se converteu num grande império, onde a autoridade desse reino chamado de mansa, se impôs de forma absoluta aos demais reinos e cidades-Estados.
Paralelamente ao reino de Mali, na costa do golfo da Guiné desenvolveu-se o reino de Benin que ao tempo da expansão portuguesa na costa africana, Benin passava por um processo de expansão territorial.
africahuna.ning.com
A Escravidão antes dos portugueses
Antes da chegada dos europeus, a África já conhecia a escravidão. Tratava-se de modo geral em uma "escravidão doméstica". Neste caso, o escravo integrava a vida do clã(senhor) ou aldeia. Vigorava a propriedade comunal da terra e formas diversas de trabalho coletivo. Tradicionalmente estas comunidades eram autosuficientes retiravam da caça, da pesca, e em muitos casos da agricultura e da pecuária. Havia em várias partes, o desenvolvimento de um artesanato tendo como matéria-prima o ferro, bronze, marfim, madeira e algodão.
O escravo interava a vida cotidiana do clã, desempenhando praticamente as mesmas tarefas dos demais membros da aldeia. Havia muitas formas de reduzir uma pessoa à condição de escravo doméstico. Um era quando o clã tinha problemas na falta de alimentos este por sua vez vendia uma pessoa do grupo para outro clã. Com isso, obtinha alimentos e reduzia o numero de bocas para alimentar.
Outra forma de escravidão era em decorrência de punição por delitos graves como por exemplo adultério, assassinatos etc. Também era frequente a chamada "penhora humana", pela qual uma pessoa perdia sua liberdade como garantia de pagamanto de dívidas. Era comum a escravização de prisioneiros de guerra.

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