quinta-feira, 24 de setembro de 2009

O aprisionamento indígena e africanos


O aprisionamento
O aprisionamento era a principal forma de obtenção de escravos indígenas. Ao serem capturados os índios eram forçados a executar o trabalho nas lavouras, onde eram superexplorados e sofriam maus-tratos. Os índios capturados nas guerras tribais também começaram a ser vendidos aos colonos em vez de permanecerem escravos na aldeia do seu captor.
Em decorrência dessa situação e do fato de não estarem adaptados à escravidão , muitos indígenas morriam. Além disso, o aprisionamento era uma atividade que gerava lucros internos, ou seja, a metrópole portuguesa não se beneficiava com ela. Esses fatores contribuíram para que a mão-de-obra africana fosse inserida nas lavouras brasileiras, sendo obtida através do tráfico de escravos vindos principalmente das colônias portuguesas na África.
Tráfico negreiro, além de ser uma grande fonte de mão-de-obra caracterizava-se por ser também uma forma de ganhar altos lucros, sendo assim de interesse da metrópole, já que além dos traficantes, e dos colonos lucravam também a Coroa portuguesa e até a Igreja Católica, que ganhava uma certa porcentagem sobre cada escravo que entrava no Brasil.
A atividade do tráfico negreiro inicia-se oficialmente em 1559, quando a metrópole portuguesa decide permitir o ingresso de escravos vindos da África no Brasil. Antes disso, porém, transações envolvendo escravos africanos já ocorriam no Brasil, sendo a escassez de mão-de-obra um dos principais argumentos dos colonos.
Capturados nas mais diversas situações, como nas guerras tribais e na escravização por dívidas não pagas, os escravos africanos provinham de lugares como Angola e Guiné. Eram negociados com os traficantes Africanos (negros, também) em troca de produtos como fumo, armas e aguardentes e transportados nos chamados navios negreiros. Esses navios tinham destinos como as cidades do Rio de Janeiro, Salvador, Recife e São Luís, e delas eram transportados para regiões mais distantes. Durante as viagens, muitos escravos morriam em decorrência das péssimas condições sanitárias existentes nas embarcações, que vinham superlotadas. Quando desembarcavam em solo brasileiro, os escravos africanos eram vendidos em praça pública. Os mais fortes e saudáveis eram os mais valorizados.
A aquisição de mão de obra escrava tornou-se imperativa para o sucesso da colonização holandesa. Os holandeses passaram a importar escravos para trabalhar nas plantações. A Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais começou a traficar escravos da África para o Brasil.

A atividade do tráfico negreiro foi extremamente lucrativa e perdurou até 1850, sendo oficialmente extinguida nesse ano com a Lei Eusébio de Queirós.

Fonte:Wikipédia, a enciclopédia livre.

As Imagens



Família de um chefe camacã se prepara para uma festa", de Jean Baptiste Debret - Os índios foram os primeiros escravos no Brasil.
Fonte:Wikipédia, a enciclopédia livre
Escravo sendo castigado, em pintura de Jean Baptiste Debret.
Fonte:Wikipédia, a enciclopédia livre

terça-feira, 22 de setembro de 2009

As mulheres escravas na Mundialização

A escravidão de trabalhadores na atualidade é um problema muito antigo e que persiste na história da humanidade. Lamentavelmente, no início do século XXI, convivemos com oas novidades tecnológicas, os avanços científicos, mas também com antigas práticas de exploração e dominação de alguns seres humanos. É o caso da escravidão, istoé, dos trabalhos forçados de homens, mulheres e crianças. Ao longo da história do mundo ocidental, a escravidão assumiu diferentes configurações nos mais variados lugares, como no Império Roimano ou no que fora praticados pelos europeus na África, a partir das Grandes Navegações. No Brasil, a escravidão durou por mais de trezentos anos, na atualidade globalizada, percebemos que a prostituição e escravidão de mulheres tem muito em comum como em outros países estão relacionadas ao desemprego, às precárias condições de vida, às dificuldades de acesso à educação, saúde e moradia e finalmente à busca de estratégias de sobrevivência que levaram à migração e à submissão aos trabalhos ilegais e forçados. Como se sabe, este tem tem sido amplamente noticiado em jornais, na televisão e até abordade nas telenovelas brasileiras. A imprensa é uma fonte importante para o estudo da história do tempo presente, pois transforma os fatos em notícias registra diferentes visões e versões dos acontecimentos.

Leia reportagem Revista Veja de 2 março de 2005, sobre a prostituição de mulheres brasileiras na Espanha.
No filme : O Céu de Suely (2006)- Após ser abandonada pelo namorado, uma jovem decide rifar seu corpo para conseguir dinheiro suficiente para se mudar. Ela volta juntamente com seu filho, Mateuzinho, para o Ceará, e aguarda para daqui a algumas semanas a chegada de Mateus, pai da criança, que ficou em São Paulo para acertar assuntos pendentes. Porém o tempo passa e Mateus simplesmente desaparece. Querendo deixar o lugar de qualquer forma, Hermila tem uma idéia inusitada: rifar seu próprio corpo para conseguir dinheiro suficiente para comprar passagens de ônibus para longe e iniciar nova vida.

Globalização de novos escravos

Sabemos que o trabalho como atividade humana sempre existiu, uma vez que foi através dele que o ser humano conseguiu a sua sobrevivência. Por isso dizemos que o trabalho é uma categoria em extinção. No entanto, no processo de desenvolvimento das forças produtivas, o trabalho foi organizado em diferentes formas. Nas sociedades da antigüidade o trabalho era o escravo, na ociedade feudal era o servil e na sociedade capitalista na atualidade, o trabalho é assalariado. Existe hoje em dia, um elevado desenvolvimento das forças produtivas e, por coseguinte, da produção geral de mercadorias. A vitalidade das transações comerciais e financeiras é fantástica. Ao mesmo tempo, temos um vertiginoso aumento no índice do trabalho escravo, como pretendo demonstrar no texto. Aqui vai algumas indagações a respeito desse fato. Por que ainda existe trabalho escravo? Qual a diferença entre o trabalho escravo atual e o trabalkho assalariado? No processo da mundialização, com assistimos na atualidade, como se dá a escravidão do trabalhador?
Adalberto

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

A descolonização africana


Descolonização portuguesa da África, Guerra Colonial.


A independência das colônias portuguesas em África iniciou-se em 1973 com a declaração unilateral da República da Guiné Bissau, que foi reconhecida pela comunidade internacional, mas não pela potência colonizadora. As restantes colónias portuguesas ascenderam à independência em 1975, na sequência da Revolução dos Cravos(25 abril de 1974 que pôs fim a ditadura salazariata).
A polêmica sobre a descolonização das ex-colônias portuguesas na África é que algumas historiadores, tanto em Portugal, como nas suas ex-colônias de África, consideram que o processo de descolonização foi mal conduzido. Um dos argumentos é fato de não terem sido incluídos nos acordos que levaram à independência das colônias garantias sobre os direitos dos residentes que ali viviam e que viriam a escolher a nacionalidade portuguesa; esses críticos justificam o êxodo dos portugueses por essa razão.No entanto, os problemas que viveram, a seguir às suas independências principalmente Angola e Moçambique, são geralmente atribuídos a questões internas de governação e não ao processo de descolonização.

22:11:00
de asouzamangueira
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MAMA ÁFRICA: pequena história de nossas raízes

A descolonização africana


Quando os estados da Europa no final da Idade Média começaram a "descobrir" a África, encontraram aí reinos ou estados, quer de feição árabe ou islamizados, principalmente no norte e ocidente daquele continente, quer de tradição bantu. Os primeiros contatos entre estes povos não foram imediatamente de dominação, mas de carácter comercial. No entanto, os conflitos originados pela competição entre as várias potências européias levaram à dominação política desses reinos, que culminou com a partilha do Continente Negro pelos estados europeus na Conferência de Berlim, em 1885.
No entanto, as duas grandes guerras que fustigaram a Europa durante a primeira metade do
século XX deixaram aqueles países sem condições para manterem um domínio econômico e militar nas suas colônias. Estes problemas, associados a um movimento independentista que tomou uma forma mais organizada na Conferência de Bandung, levou as antigas potências coloniais a negociarem a independência das colônias.

Descolonização portuguesa da África, Guerra Colonial.
A independência das colônias portuguesas em África iniciou-se em
1973 com a declaração unilateral da República da Guiné Bissau, que foi reconhecida pela comunidade internacional, mas não pela potência colonizadora. As restantes colónias portuguesas ascenderam à independência em 1975, na sequência da Revolução dos Cravos, o 25 de abril de 1974 que pôs fim à ditadura salazarista.

A Polêmica sobre a descolonização das ex-colônias portuguesas na África é que algumas historiadores, tanto em Portugal, como nas suas ex-colônias da África, consideram que o processo de descolonização foi mal conduzido. Um dos argumentos é fato de não terem sido incluídos nos acordos que levaram à independência das colônias garantias sobre os direitos dos residentes que ali viviam e que viriam a escolher a nacionalidade portuguesa; esses críticos justificam o êxodo dos portugueses por essa razão.
No entanto, os problemas que viveram, a seguir às suas independências principalmente
Angola e Moçambique, são geralmente atribuídos a questões internas de governação e não ao processo de descolonização.

sábado, 19 de setembro de 2009

MAMA ÁFRICA: pequena história de nossas raízes negras

Introdução
A África se acha dividida em duas partes pelo deserto do Saara: a África do norte, ocupada por povos muçulmanos desde o século VII; e a África subsaariana, que se estende ao sul do grande deserto.
O conhecimento da história dos povos que viveram na África subsaariana tem sido dificultado pela ausência de registros escritos. Fontes arqueológicas apontam entre o III e o II milênios antes de nossa era, praticava-se a agricultura de subsistência. Data dessa época a existência de um cultura chamada Nok. Estava situada no norte da atual Nigéria. Esta cultura desenvolveu a cerãmica, a metalurgia do ferro e a joalheria, destacando-se objetos em terracota.
Os Reino de Gana, Mali e Benin
Entre os séculos IX e X de nossa Era, surgiram na África Ocidental vários Estados. Nessa ocasião a influência islâmica já se fazia presença ao sul do Saara, por meio de guerras ou da exploração das rotas de comércio que ligavam a região subsaariana ao Mediterrâneo.
Podemos destacar três Estados. O reino de Gana desenvolveu onde hoje se encontram Mali e a Mauritânia. Era um Estado muito rico devido ao controle das rotas de comércio do ouro, com a África islâmica(do norte). O reino de Gana foi absorvido pelo reino de Mali, que se converteu num grande império, onde a autoridade desse reino chamado de mansa, se impôs de forma absoluta aos demais reinos e cidades-Estados.
Paralelamente ao reino de Mali, na costa do golfo da Guiné desenvolveu-se o reino de Benin que ao tempo da expansão portuguesa na costa africana, Benin passava por um processo de expansão territorial.
africahuna.ning.com
A Escravidão antes dos portugueses
Antes da chegada dos europeus, a África já conhecia a escravidão. Tratava-se de modo geral em uma "escravidão doméstica". Neste caso, o escravo integrava a vida do clã(senhor) ou aldeia. Vigorava a propriedade comunal da terra e formas diversas de trabalho coletivo. Tradicionalmente estas comunidades eram autosuficientes retiravam da caça, da pesca, e em muitos casos da agricultura e da pecuária. Havia em várias partes, o desenvolvimento de um artesanato tendo como matéria-prima o ferro, bronze, marfim, madeira e algodão.
O escravo interava a vida cotidiana do clã, desempenhando praticamente as mesmas tarefas dos demais membros da aldeia. Havia muitas formas de reduzir uma pessoa à condição de escravo doméstico. Um era quando o clã tinha problemas na falta de alimentos este por sua vez vendia uma pessoa do grupo para outro clã. Com isso, obtinha alimentos e reduzia o numero de bocas para alimentar.
Outra forma de escravidão era em decorrência de punição por delitos graves como por exemplo adultério, assassinatos etc. Também era frequente a chamada "penhora humana", pela qual uma pessoa perdia sua liberdade como garantia de pagamanto de dívidas. Era comum a escravização de prisioneiros de guerra.